30.12.12

...Chuva de verão...




[a luz de um raio agora corta a cidade.
Uma cicatriz se abre
incidência por sobre, entre
e 
até onde meus olhos não mais alcançam]
dizem ser raios!
Sei que onde
e quanto todas as vezes que os meus olhos resvalam sobre mim, 
O céu se abre,
As nuvens choram...
Ou seria eu que tomo para mim a oportunidade de ter somente meu esse mar de lágrimas?
Celestiais?
Talvez oportuno! 
Aqui entre meus braços jaz o vazio,
Sou quase uma mãe que chora seu luto,
Sou quase uma viúva que saliva a amargura da solidão,
Sou quase uma mulher que perdeu a juventude...
Quase nada...
Quase ninguém...
E o céu serena...
E agora nem mais eu me importo...
Pois,
tudo não passa de uma chuva de verão!

23.11.12

...Maturo...


Diante do mundo com um mundo dentro dos olhos...
Como se fosse fôlego ou a ausência dele escancaro a boca...
Poderia dizer tudo...
Mas...
Quem precisa conhecer minhas verdades?
Quem quer saber que engoli a seco o que não soube viver?
Quem se importa com a minha voracidade ou a falta de coragem?
Distante do mundo como se voltasse ao silêncio do útero materno...
[Des]maturo essa condição fetal que me impus...
Como um retorno ou um descanso eterno...

12.11.12

...Senha...


Não há modelagem que me caiba...
Nem palavra que me soletre...
Fecho os olhos como se fossem cortinas...
Um par de final de tarde...
Um alinhavo de letras...
Mergulho no meu sentir...
Elevo-me até que o fôlego acabe...
E como se o meu sorriso pudesse ser a senha do inferno de Dante...
Crepito tudo...
Até o próximo amanhecer...

7.11.12

...Poção da alvura...


...versos transparentes...
...da infinita alvura extraio...
...brandos de querência...
...rasgos e fiapos...
...escondidos na ausência de rimas...
...versos brancos...
...luto sem batalhas...
...vulto submisso sem conquistas...
...e...
...o signo da paz ainda sobrevoa como nuvens...
...o gelo conserva o futuro que será...
...presente...
...nesgas de fractais de uma luz ausente...
...versos frios...
...o amor ainda não derreteu...
...nem escoou pela fenda a poção da alvura...

4.11.12

...Carinho presente...


Minha amiga blogueira Cláudia Santos do Reflexos da Alma, carinhosamente lembrou-se de mim e compartilhou este Selo, que também compartilho.
Obrigada Claudinha pelo carinho.

É necessário dizer 7 coisas das quais eu gosto de fazer:

1°- Ver meu neto Luisinho sorrir e dizer: “vovó eu te amo!”;
2°- Conversar, receber carinhos, trocar confidencias com filhas;
3°- Ler e Escrever;
4°- Estar com meus amigos, inclusive os virtuais;
5°- Viajar;
6°- Namorar;
7°- Sonhar!

Segue abaixo a lista de blogs a quem eu compartilho este presente:

30.10.12

...Berçário de estrelas...


Um céu com dois sóis...
De algum lugar do infinito alguém avistará o brilho dos meus olhos...
E um último instante antes que a lua...
Esplendorosa noiva chegue a seu altar...
De um lado o dragão...
Do outro o herói...
Fogo e paixão...
É assim que bordo teu nome sem pronunciá-lo...
Sangue vertido da batalha entre o medo e a coragem...
E nessa imensidão de silêncio e caos...
Tateio entre o lume e a derradeira fuligem...
Lugar nenhum onde selamos o nosso tácito pacto...
Um inexorável berçário de estrelas...

...Calor do vento...


O vento uiva por não saber desenhar...
Contorce os galhos tenros para lamber o solo...
Arranca as árvores pela raiz porque seu gozo é profundo...
Arremessa as águas nos rochedos para demonstrar piedade...
É esse mesmo vento...
Que me varre nos lábios o deserto da boca...
Esfacela-me em beijos...
Submerge-me na extensão do prazer quente das provocações...
E seca as lágrimas que me fogem em êxtase...
É o mesmo...
Que me refresca como se fosse tua presença...
Em desalinho me restituindo a condição de mulher!

27.10.12

...Escuta-me...


Prezados amigos,
O que seria de mim sem a poesia? O que seria de mim sem voces que diariamente me incentivam a continuar?
Vivo entre suspiros de surpresas e vertigens de paixão.  Acredito que possa sempre retocar a minha vida com um colorido diferente a cada piscar de olhos e como eu, algumas pessoas também, fazem parte deste “movimento” constante de vida.
Tenho a honra e o prazer de lhes convidar a conhecer o espaço “DESTAQUE DAS ARTES”, do site Yellow Rose, uma porta de entrada às diversas manifestações artísticas, contemplando amadores desconhecidos como eu e também artistas conhecidos. É um espaço virtual com uma agenda eclética e deliciosa de se navegar. Lá poderá ver três das minhas tentativas de fazer dos meus rabiscos, algo prazeroso.
Para quem gosta do que escrevo, convido. Acessem pelo link :
Também há um espaço, onde poderão conhecer os outros artistas que expuseram anteriormente, a agenda e fazer seus comentários. Espero que gostem! Eu já gostei só pelo prazer de compor especialmente para esse momento:

Sempre com imenso prazer no que faço, desde já agradeço:
A Selma Maria a fantástica iniciativa em generosidade a nós e aos navegantes virtuais;
A Selma Jacob minha fiel escudeira que em parceria, sempre me elucida com seus traços de carinho;
A vocês que sempre estão comigo!

Aguardo todos lá!
Bjão
V.

25.10.12

...Deuses de barro...


Num atelier de palavras sendo costuradas...
Entre mantos e farrapos figurinos das odes nuas...
Sonolentos monólogos e diálogos reveladores...
Um dia confabulamos com Baco...
E no outro com Hades...
Como incisões precisas entre os olhos e o ventre...
Oferendando pecados...
Saqueando a alma...
E neste altar empostamos a voz até que caiba na caixa de pandora...
Como um receituário de plateias...
Trucidando-nos ou elevando-nos...
Até que nos tornemos...
Todos...
Vestimentas dos deuses de barro...

23.10.12

..."Selada"...


PRÊMIO DARDOS 

Amigos querido,
É com muito prazer que divulgo a honra de ter sido indicada pelo amigo blogueiro RioSul, do blog Ô Trocyn Bão ao SELO DARDOS.


HISTÓRIA DO SELO:
O PRÊMIO DARDOS FOI CRIADO PELO ESCRITOR ESPANHOL ALBERTO ZAMBADEQUE, EM 2008, CONCEDEU NO SEU BLOG: LEYENDAS DE EL PEQUENO DARDO, O PRIMEIRO PRÊMIO DARDO A QUINZE BLOGS SELECIONADOS POR ELE. AO DIVULGAR O PRÊMIO, ZAMBADE SOLICITOU AOS BLOGS SELECIONADOS QUE TAMBÉM INDICASSEM OUTROS BLOGS OU SITES CONSIDERADOS MERECEDORES DO PRÊMIO, ASSIM A PREMIAÇÃO SE ESPALHOU PELA INTERNET.  SEGUNDO SEU CRIADOR O PRÊMIO DARDO DETINA-SE A RECONHECER OS VALORES CULTURAIS, ÉTICOS, LITERÁRIOS, DEMONSTRADOS POR CADA BLOGUEIRO DIARIAMENTE DURANTE SEU EMPENHO NA TRANSMISSÃO DE VALORES PESSOAIS,ETC... DEMOSTRANDO EM SUMA, SUA CRITIVIDADE POR MEIO DE SEU PENSAMENTO QUE PERMANECE INATO ENTRE SUAS PALAVRAS.

As regras para quem aceitar participar:

- INDICAR OS BLOGS QUE PREENCHAM OS REQUISITOS ACIMA PARA RECEBER O PRÊMIO;
- EXIBIR A IMAGEM DO SELO;
- LINKAR COM O BLOG DE QUE RECEBEU A INDICAÇÃO;
- AVISAR OS BLOGS ESCOLHIDOS.

Segue abaixo a lista de uma tarefa muito difícil, pois infelizmente, não posso indicar todos:


Cigana Raicha, uma querida que já foi indicada, claro, por outros amigos. Fica aqui a minha admiração pelo seu trabalho e a certeza que é merecedora de tantos "assédios culturais"!

Agradeço imensamente, mais uma vez e espero que possamos todos honrar a proposta do selo. 

Considerando que viver seja uma obra de arte em constante estado de "retoque", 
que sejamos também, 
o instrumento à nos auxiliar a torna-la cada vez melhor!

22.10.12

...Eu menti...


Esqueci pela noite a fora desse tanto de palavras que juntaria para não dizer nada...
A vida é feita de muito...
E de tudo quero um pouco mais!
É verdade...
Eu menti quando disse que não te teria mais aqui...
Mas nunca confessarei esse delito...
Porque esse corpo eu engoli...
Hoje pedi exílio nas cores...
Na sorte e na mansidão...
E livremente velo a tua presença como se as noites também pudessem ser dias...
E as dores, as lágrimas e os sorrisos saudosos...
Fosse tudo  apenas uma tela de um colorido segredo de tintas...

17.10.12

...Essa menina...


Ah essa menina...
Que morde a vida com o dente do juízo que nunca nasceu ...
E tenta embaraçar os cabelos no vento que lhe sopra pra longe de si...
Que dobra as pernas como se fossem asas recitando uma oração...
E fecha os olhos para se olhar por dentro...
Calada...
Sentida...
Embriagada pela audácia da vida...
Sorri abertamente como uma taça que escoa por entre os seios num banho de prazer...
Ah essa menina...
Que se desgoverna no balanço do quintal...
Vai e vem sem nunca mais querer voltar...
E brinca nas barras das saias do sol poente escondendo as vontades...
Verdade e mentiras atiradas sobre as águas fazendo espiral...
E quando a noite cai navega por entre essas veias...
Traz um vilarejo no peito...
Mas é pela metrópole que se enamora...

15.10.12

...Presente...


Há um estado condicional de existência em que nos afastamos bruscamente em direção a outra extremidade do senso comum e algumas pessoas costumam nominar como solidão. Se, contudo, não houver observância dos fatores “climáticos” que incidem diretamente, ou até mesmo em diagonal, deferindo o golpe, aquele que dizemos não sentir, sem, na verdade auferirmos um caráter imediato de influência; possivelmente a análise estará sendo superficial, talvez até relevante, mas tendenciosa - ao afirmar que o solitário esteja em constante companhia da solidão. Contraditório, diria.
Não é sempre que se está disposto a ficar dando explicações, mas é possível que existam outras consciências, outras formas de pensar ou algumas pessoas com déficit de carência, que consigam discernir a linha tênue que separa a alegria da tristeza, a dor da felicidade e não dispostos a pagar qualquer preço, conseguem escolher entre passado e futuro, da vida o melhor presente.
Nem sempre a solidão é solitude e isso, só os que tem paciência consigo, conseguem desfrutar.

* colóquios contigo e com quem mais se identificar...

12.10.12

...Palavrão...


- Mãeeeee o que é palavrão?
- é uma palavra grande menina!
- Mãeeee quando eu crescer vou poder falar palavrão?
Olhou-me ela com aquela expressão de adulto que não tem todas as respostas, que como eu, ainda também tinha muitas dúvidas...
E sai pensando:
- Um dia terei autorização para falar todas as P A L A V R A S  EM LETRAS M A I Ú S CU L A S,  e então...
Saberei que sou adulta!

10.10.12

...Axioma...


Como se as bocas estivesses seladas com um beijo, reverberando a noite por dentro...
Como se os corpos derretessem a cada toque de retinas e escoasse como uma lágrima...
Como se a ponta dos dedos fossem o condão que alinha constelações...
Saciando teu paladar no íngreme vale do meu colo...
Profanando as colinas que guardam a sagrada terra prometida...
Espiando meus suspiros...
Até que sejam últimos e te faças em mim teu postulado...
E o amanhecer seja nosso axioma...
Comprovado pela imagem dos nossos corpos sonolentos embaraçados nos raios de sol!

9.10.12

...Vogal...

Estão tão gastos os meus verbos...

Chegam a ser transparentes...

Com os dentes puxo as consoantes do meio das palavras...

E as vírgulas, são lambidas por entre as frases que se prendem umas as outras...

Sei que cometi o erro do excesso de reticências...

E entre as aspas, ficou subentendido tudo que precisava ser...

Embora pudesse ter sido resumido em apenas um parágrafo...

Há história suficiente para preencher todas as páginas em branco...

Não deixarei tudo acabar como uma sopa de letras que boiam no caldo frio...

Escrevo não apenas porque gosto...

Mas porque necessite existir...

Não me contentarei enquanto não substituir o sentido da vogal da derradeira palavra!

7.10.12

...Aos Goles...



Talvez seja fácil reconstituir...
Foi naquele setembro. Lembro-me como se pudesse toca-lo hoje, sentindo a pressão dos meus dedos encalçando bem o risco do final da página; a assinatura da restituição, um testamento à posse de mim. Olhando aqui de cima fica fácil distinguir qual o lado que esfolou.  Como canteiros recém arados - lado a lado - revolvidos e semeados, escavados com os dedos que ainda conservam os restolhos sob as unhas – dor e mágoa, amor e felicidade – como se fossem tudo a mesma coisa.
Não sei se deu para ver o instante em que foi regado pelas torrentes dos olhos, talvez tenha sido um bom disfarce, encobertos pelo véu da indiferença. Mas decerto, esse sombreado mais encarnado denuncia a cova mais aprofundada. Conforme havia imaginado no dia em que pedi: “mata-me aos goles” – aqui jaz uma lápide simples:
“Foi-lhe restituído o direito de sorver-se inteira!”

5.10.12

...Fôlego...


Suspiro. Fui jovem, fui santa, fui suave, rodamoinho e tantas outras coisas mais que partiram de mim. Como um fecho do meu antigo colar de pérolas em forma de coração; ou os olhos embaciados escondidos no silêncio dos mares.
Coisas que algumas pessoas tentaram reparar, mas, se perderam por entre as demasiadas metáforas protegidas, armadas até os dentes. Amor – tempo – vida-, e até o esquecimento de todas as urnas em cima do armário. Como se fora uma falência dos poros, agora, incapazes de disponibilizar espaços vazios sobre a pele.
Respiro...
O ar das minhas lembranças...

1.10.12

...Sabotagem...



Esconde-se a noite dentro do cálice...
E toda a beleza que há no amanhecer belicoso...
Mergulha nos caminhos de estrelas...
O tempo empareda-se nas fronteiras sem janelas...
Apagando todos os vestígios dos desenhos sombreados...
Reflete na televisão a ausência dos teus olhos que me pregam como algoz e cúmplice da tela...
Tenho fome e sede desse horizonte que se espelha sem o aço...
Como se comprometesse a travessia dos oceanos e desertos...
Por eras errantes sabotando a morte...
Um barco no fundo das águas escuras submerge...
E nenhum de nós comandando esse naufrágio...

29.9.12

...Aquele abraço...


Esvazio os bolsos tiro os sapatos e estico o corpo no catre de feno que me foi determinado.
Não sei precisar as horas, pois, perdidas elas estão no descompasso do relógio que o tempo insistiu em manter escondido de mim. Deixei os pensamentos do lado de fora da porta e a alma pendurada na sela do corcel das ilusões. Ele já vai longe, distante do alcance dos meus ouvidos. Cubro-me com o silêncio, na esperança de agarrar o sono num abraço interminável e só acordar quando tiver novamente notícias de mim.

24.9.12

...Rupestre...


Não ficarei aqui no canto roendo as pontas dos dedos alimentando a saudade...
Dou dois passos à frente do tempo...
E volto um...
Só para acompanhar o bailado das sílabas dispensadas por algum poeta cínico...
Gosto do som arrastado da pena quando sangra vivo o papel...
Carrega o gosto do som helicoidal do meu abismo...
Ecos de entrelace de vidas...
Contrariedades da minha índole mutante...
Escalam e arranham deixando vestígios nas paredes...
Com a urgência de quem sabe estar sorvendo o último lume do pavio...

21.9.12

..."Sou dessas Mulheres"...*


Um mimo...
Um encantamento...
Despudores de um momento...
Resguarda ainda o essencial perfume do que foi longe...
E do que perto sempre estará...
No contorno das letras sulcadas pelas variantes do vento...
Ficou gravado: “e foram felizes para sempre!”
Fecham-se as aspas e abre-se a tampa...
Lê-se o mapa do tesouro que conquistamos...
E a distância que nos aparta só pode ser medida pelo nosso sempre...
Carinho...
Respeito...
Admiração...

Sim...
Hoje ganhei também um mimo de “um Homem muito especial”...
Saber que ainda cultiva nossas lembranças...
Devolve-me...
Como se me colocasse diante de um espelho e dissesse:
Vês?
“É uma Mulher muito especial”...

Ainda sou essa Mulher?
Talvez seja...
Para quem desperta a melhor parte de mim...

Vai...
Fecha essa tampa...
Quero que assim me guarde...
Preservada no perfume dessa linda amizade!


*
*
*

*Wagner [querido Ridi....], demorei tanto para escrever sobre isso...fiquei surpresa...precisava de tempo...talvez eu nunca consiga traduzir em palavras o quanto também foi e é especial na minha vida. 
Adoro-te! 
Bjãooo.
PS: isso não é uma poesia  e vou pensar se deixo comentar...comporte-se...rs

17.9.12

Diário de uma ourives: Sorteio!!!

Diário de uma ourives: Sorteio!!!: Resolvi sortear não uma mas duas joias da nova coleção , outra dessas idéias malucas que me ocorrem quando trabalho demais.... É bem simp...

...Sou bicho homem...


Morre-se tantas vezes!
De dor, de tristeza, de amor, de cansaço, de rir...
Morre-se por deixar de querer existir...
Morre-se de alegria...
Ontem mais uma vez...eu morri!
Segurei com as duas mãos, e mais uma vez bebi a essência de todas as coisas num único gole.
Entreguei-me cansada à dona da vida. Estava pronta para abdicar da minha ousadia desbravadora que quer todas as coisas num sopro só. E ela veio, abrindo as feridas para expulgar a noite sem estrelas e me restituindo as forças liberando meus bichos...
Aprumando minhas asas...
Me ensinando que a vida é para quem ousa ir sempre mais...
Hoje acordei sentindo que a cada pequena ou grande morte mais perto de tudo ficamos...
Mais perto de nós estamos...
Estou pronta para ser bicho...
Estou pronta para ser bicho homem!

13.9.12

...A menina que conhecia o idioma dos pássaros...*

Uma homenagem do Orlando Ling para Zilda ( mãe da Selma Jacob)
Em tudo ela via pássaros...
Olhe, dizia espiando pela janela da alma: eles estão bem ali, não vês?
Lembro-me dela todas as vezes que tenho essa sensação de liberdade...
Era alguém que me “lia” nos meus vôos mais solitários e até mesmo quando recolhia as asas...
Mas sabia ler a minha expressão de liberdade!
Grande ave...
Hoje que foste morar com os deuses...
Sentimos ainda a tua essência entre nós...
Deixa-nos teus sinais ao passar:
Uns escutam o farfalhar das asas...
Outros apenas imaginam terem visto rapidamente por ali...
Ou por aqui...
Para mim, fica a lenda da ‘menina que conhecia o idioma dos pássaros'...
E que hoje pessoalmente os ensina a cantar!

*Zildinha, parafraseando Quintana: Eu passarei...Tu passarinho...

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...Sobre Imagens...

Informo que algumas imagens utilizadas aqui, não são da minha autoria, tendo sido em sua maioria, provenientes do google imagens. Ficando assim, à disposição dos seus respectivos autores, solicitarem a retirada a qualquer momento.

Fiéis escudeiros! Fàilte!