24.8.12

...A caminho...


Em alguns momentos precisamos:
Ventilar as asas e voar outros céus...
Ver o sol dormir nos braços de outros horizontes...
Sentir cheiros diferentes...
E o roçar de outras texturas...

Estou de alta! Preciso comemorar em grande estilo!
Com todo meu carinho...
Até mais!!!
Bjão

Vou deixar meus guardiões aqui, cuidando do blog. 
Olha como já estão sentindo a minha falta:


Aarom




Godofredo

21.8.12

...Quero mais!


Hoje acordei assim...
Uma espécie de muitas vontades transbordando numa taça efervescente...
Como um gatilho pronto a aniquilar o tédio...
Só porque o sol cintila lá fora...
Uma sinfonia de vida pulsa sobre o viaduto...
E as malas no canto gemem a despedida...

Hoje acordei assim...
Com gosto açucarado de adeus no céu da boca...
Sufocando tudo que pesa em baixo do travesseiro...

Arrumo os cobertores com a pressa de quem quer mais...

Cada vez mais solta...
Vou consentindo que a vida me toque o corpo inteiro...
E me leve pela mão para o chuveiro...
Me sentindo nua de tudo...
E não me importando com mais nada...
Pronta para me divertir...
Como se fosse Eu...
A última bolhinha do sabonete!

20.8.12

...Miragem...


Perdida assim na textura da noite...
Entremeio estuquiado de digitais...
Reveza-me por entre os dedos...
Recompõe-me como se o dia fosse a toada da minha imaginação....
Composição em métrica sem rima certa...
Desleixo de sons emudecidos...
Confetes de fim do baile de máscaras...
Borrões de deserto escaldante...
Aqui...
Desamarroto a insônia como se pudesse repudiá-la no dia seguinte...
E os sonhos...
Regalos dos meus olhos pesados...
Todos eles...
Pudessem ser também sonhados de dia...

17.8.12

...Alma encardida...


Translúcida num abraço morno de sol...
Como se apenas o vento pudesse completar meu contorno...
Será que por isso meus olhos não chovem há dias?
E a garganta arranha como se fosse uma covardia que não quer ser engolida?
O tempo galopa enquanto me perco nesse labirinto de máscaras e molduras...
Meu querer descolore essa grafia rabiscada as pressas...
Não posso negar que não sei por que meu nome permanece atrelado ao sofrimento como uma oração dista do tempo...
Suponho que a alma ainda esteja encardida por essa assinatura envenenada...
E tenha que disfarçar a cutícula poída de tanto esfregar as marcas dos meus termos de submissão...
Seria esse o preço que se paga para ser vitral?

16.8.12

...Platão não contaria assim...

...Platão não contaria assim...


Era uma tarde veranesca de sol e o vento assoviava uma canção sem canteiros floridos de bem-me-quer. Era só uma lacuna espraiada de tempo que se perdia e se encontrava nas fases das marés.  
Pretensioso vira-latas desmemoriado, escava ao léu, faminto em ser premiado por um osso que foi deixado para trás, como quem vasculha o container de achados e perdidos de rodoviária – sem nenhuma esperança.
Sua atenção é tão traiçoeira, como ele próprio e se desvia para aquela imagem que dança na parede da gruta a beira mar. Inicia o que acredita ser uma festa de latidos, e os festins ricocheteiam de volta, em imagética sensualidade como consentimento para o início da dança do acasalamento.
A sua fome passa a ser a dos membros inferiores intumescidos, os únicos que verdadeiramente "pensam" ser saciados. Patas resfolegantes esfarofam a areia, enquanto o dia boceja despedindo-se e engolindo inteiramente o sol.
E então, como se anunciasse o milagre da noite, esganiçado silvo lhe invade a audição eriçando os pelos e recolhendo seus últimos vestígios de felicidade:
sobre sua cabeça num vôo rasante, enorme morcego singra em direção ao infinito – quem tudo quer, tudo perde?!?!?

Ah perdão...essa é a fábula da raposa e as uvas...enquanto não decide onde se "encaixar", o cão continua vagabundo e faminto!

13.8.12

...Subitamente...


Transpassa-me por dentro da alma com seus dedos invisíveis de escafandrista de ilusões...
Explore minhas concavidades...
Como se fosse a última caverna do abismo...
Retire as lentes da máquina fotográfica...
E...
Registra-me apenas com teu olhar de macho...
Fazendo-me presa na tua pressa em me possuir...
Fêmea faminta dos bocados que latejam na fricção da pele...
Não quero mais os dias calmos...
Nem as noites escuras dentro do meu corpo...
Quero a nudez dos gêiseres no primeiro rompimento...
Quero-te acampado consumindo-me como se fosse o último murmúrio de sol...
E que tudo seja big bang...
Não importando se subitamente existiremos depois...
Ou não!

12.8.12

...Infinito e incondicional!



Em tudo e por tudo, os símbolos e seus significados resguardam um valor atribuído por nós, a partir do meio em que fomos acolhidos em família, em que convivemos ao logo da nossa jornada em sociedade.
Levo no meu peito e na minha vida prática o orgulho que tenho de pertencer a minha família consanguínea. A forma como fui educada e protegida e como, ainda, sou e me sinto.
Aos meus pais devo tudo, e sei que por melhor filha que tente ser,
 jamais retribuirei quem são e o que significam para mim.

Mas hoje, nesse dia destinado a homenagens, falo bem alto o orgulho de ser Filha do meu Pai. Desconheço um Pai melhor! Meu amigo, meu parceiro e meu Pai quando é necessário.
Um homem que conduz uma família com 5 filhos e que, mesmo com todos os percalços que a vida nos proporciona, deu-nos a direção para que nos encaminhássemos. Hoje, todos os seus filhos são cidadãos dignos, que cuidam e levam suas vidas de forma organizada e feliz.

Pai, dizer que te amo é redundante, mas é importante que sempre se lembre que o meu amor por ti é infinito incondicional!
Um feliz dia a todos os Pais!

11.8.12

...Fatal...


Guardo nos olhos cerrados o silêncio de toda a minha inocência perdida...
Sinto a primavera que inunda meu semblante...
Cores que jamais tocaria com os dedos nus...
Já não é mais inverno...
Todo esse frio que me envolveu vai se derretendo no vapor do sol...
Recebi o último abraço das paredes que me vestiram...
Texturas do que nunca soube nominar...
Deságuo assim hoje tão frágil e tão despida da minha poesia...
Como se toda a minha vida fosse um irrestituível começo...
E de fato o que me faz respirar...
Seja o anseio...
Do que sinto tão longe do fim...

10.8.12

... Efêmera Ilha...


Intangível esse mundo...
Onde ainda...
Nenhuma palavra nunca pisou...
Carrego o peso de toda a leveza das vertigens...
 Toda a grandeza que meu íntimo pode me responder nas horas mais silenciosas...
Impertinentes versos...
Arrastam com os dentes para fora do peito...
A alma que alvora todas as vezes que fecho os olhos...
Pois...
Há uma ilha desconhecida de mundo em mim...
Soerguida pela poesia que sobrevive...
Como um sopro efêmero que promete me respirar...
Até o último suspiro do [a]mar!

8.8.12

Na beira da ilusão do tempo:EU*


A cada dia mais Eu, menos Eu...
Um tipo assim de elástico esticado que virou corda de violão ensolarado...
Moda de viola enluarada...
Modelo de vulcão adormecido sem sono...
Caso perdido que se acha a cada esquina?
Não, não!
Caso ao acaso que se acha mergulhando de olhos fechados...
Talvez...
Um pé descalço e outro calçado na poeira da estrada...
Um hoje...
Quiçá apenas um ontem que não quer se lembrar que haverá amanhã...
Uma noite que não quer dormir...
Batendo assas em direção ao sol só para ver se consegue fazer chover...
Pois é esse suor de [a]mar que pesa e me dá certeza do quanto ainda há forças para ir mais além!


*
*
*
agradeço aos amigos da sala 3 o título:

Cal
Isa
Libélula
NaBeiradaIlusão
Olhos de água (M)
Romantica
Silence and soud

7.8.12

...Porque hoje...


Porque hoje o sol acorda com um sorriso mais largo.
As flores vestem suas mais coloridas pétalas.
Os pássaros gorjeiam uníssonos a sinfonia das águas.
Os Orixás rufam os tambores.
Os Deuses abrem o barril do seu melhor vinho.
Porque é tempo de agradecimentos e o universo exulta mais essa primavera de existência.
Acima do monte, desponta imponente cabeleira afogueada de uma guerreira que nunca descansa.
Seus sentimentos são como lavas de vulcão que nunca dorme.
A boca um búzio, profundos ensinamentos como profecias de [a]mar.
O corpo um Leão revestido em pele de lobo uiva dos poros a canção de ninar da Mãe terra.
No seu regaço durmo e acordo feliz por teus seus olhos pousados na minha alma.
Assim é esse dia!
Como ninfa na relva canto todos os louvores e danço todos os rituais.
Homenageio meu lado vermelho vivo:

Por que hoje é o dia da Lobª Encªntªdª 
Feliz aniversário amiga querida!

5.8.12

...Eis o rebento!...


Dizem que fazer poesia é fazer arte. Eu ainda tenho duvidas se faço poesia ou não. Nunca achei que tivesse talento, apenas sentimentos e como sou muito ansiosa, agoniada, inquieta, arteira...transpiro ...
Escrever nunca foi difícil, mas expor, sempre foi um abismo que me dava frio na barriga só de olhar!
Então criei o blog e vi que não preciso ser perfeita, aprendi a me perdoar e aos poucos me soltar.  E assim aos poucos fui ousando e me inscrevi no meu primeiro concurso e fui selecionada para ser publicada!
Assim hoje, como Mãe de primeira viagem, estou muito orgulhosa de mim! Tenho nas mãos uma obra publicada – faço parte de uma antologia poética! Não sei lhes dizer se a primeira ou a única, mas sei lhes dizer que me sinto muito feliz!

4.8.12

...Urbanóides*...


Saí pela porta a fora trancando um mundo lá dentro. 
Caminhei pisando firme encalcando os passos para que todos seguissem minhas pegadas. Devolvi o sorriso para os letreiros e deixei que os prédios me engolissem inteira!
De mãos dadas com a contramão me esbarrei num sorriso antigo e saudoso. Diante de todas as testemunhas encontrei meu coração perdido na selva e feliz, atestei que ele ainda batia forte como um abraço, quente como uma boa xícara de café com amigos!
Volto para casa apressada, sou também esse sangue que corre nas veias da cidade. Acompanhada pelo jazz tocado na calçada, destacada por entre as buzinas e as conversas alheias - não posso me sentir só. 
Meu mundo volta a ser virado do avesso, enquanto meus gatos me esperam aninhados sobre o cobertor. 
Tiro a maquiagem e junto a lente que me conecta às minúsculas partículas que vibram em consonância com o Universo.
Agora que faço novamente parte do caos...
Posso dormir em paz!


* Dedicado ao meu grande amigo Paulo que encontrei perdido na Paulista. Indescritível a felicidade de abraça-lo novamente e saber que mesmo longe dos olhos,a amizade continua a vibrar na mesma sintonia!

1.8.12

...Cursiva...


Não há moeda que pague os meus sentimentos...
Nem meu amor é uma peça de leilão...
Não aceito a vida como um jogo de azar...
Nem nunca ficarei à mercê da sorte...
Meu caminho é feito de horas certas e momentos únicos...
Meu coração não cabe numa cartela de rifa!
Não preciso me embaralhar para ser feliz...
Dobro as esquinas das minhas tristezas em lasquinê...
E deixo que o rei me convide para dançar um tango no tabuleiro de xadrez...
Só acredito naqueles que tem coragem de jogar com mangas curtas...
Pois...
Nas minhas cartas sou eu quem escreve o naipe!
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...Sobre Imagens...

Informo que algumas imagens utilizadas aqui, não são da minha autoria, tendo sido em sua maioria, provenientes do google imagens. Ficando assim, à disposição dos seus respectivos autores, solicitarem a retirada a qualquer momento.

Fiéis escudeiros! Fàilte!