17.8.12

...Alma encardida...


Translúcida num abraço morno de sol...
Como se apenas o vento pudesse completar meu contorno...
Será que por isso meus olhos não chovem há dias?
E a garganta arranha como se fosse uma covardia que não quer ser engolida?
O tempo galopa enquanto me perco nesse labirinto de máscaras e molduras...
Meu querer descolore essa grafia rabiscada as pressas...
Não posso negar que não sei por que meu nome permanece atrelado ao sofrimento como uma oração dista do tempo...
Suponho que a alma ainda esteja encardida por essa assinatura envenenada...
E tenha que disfarçar a cutícula poída de tanto esfregar as marcas dos meus termos de submissão...
Seria esse o preço que se paga para ser vitral?

4 comentários:

Só em Palavras disse...

Ja nos lemos de outros blogs.
Falta esse com a visito.
Lindo sabado! Bjs

Rita Pacheco disse...

Bacana!
Seus textos sempre iluminados!
Bjs e bom fim de semana!
RITA

Valéria Cruz disse...

Só em palavras...estamos sempre por ai, agradeço a visita!
Bjão
V.

Valéria Cruz disse...

Oi Rita!
Agradeço o carinho e as palavras, boa semana!
Bjão
V.

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