4.8.12

...Urbanóides*...


Saí pela porta a fora trancando um mundo lá dentro. 
Caminhei pisando firme encalcando os passos para que todos seguissem minhas pegadas. Devolvi o sorriso para os letreiros e deixei que os prédios me engolissem inteira!
De mãos dadas com a contramão me esbarrei num sorriso antigo e saudoso. Diante de todas as testemunhas encontrei meu coração perdido na selva e feliz, atestei que ele ainda batia forte como um abraço, quente como uma boa xícara de café com amigos!
Volto para casa apressada, sou também esse sangue que corre nas veias da cidade. Acompanhada pelo jazz tocado na calçada, destacada por entre as buzinas e as conversas alheias - não posso me sentir só. 
Meu mundo volta a ser virado do avesso, enquanto meus gatos me esperam aninhados sobre o cobertor. 
Tiro a maquiagem e junto a lente que me conecta às minúsculas partículas que vibram em consonância com o Universo.
Agora que faço novamente parte do caos...
Posso dormir em paz!


* Dedicado ao meu grande amigo Paulo que encontrei perdido na Paulista. Indescritível a felicidade de abraça-lo novamente e saber que mesmo longe dos olhos,a amizade continua a vibrar na mesma sintonia!

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Fiéis escudeiros! Fàilte!