8.7.12

...Cartilagem...


Desmancho devagar a pele sob esse orvalho amanhecido...
Veias congestionadas de uma metrópole que se implode a cada amanhecer...
Como se a vida toda coubesse num pequeno embrulho de papel de seda...
E a alma voasse nos céus como uma pipa desgovernada...
Uma simplicidade de laços que se desfazem ao leve toque de recolher dos cometas que singram o céu...
Onde a linha tenue que aparta os homens dos deuses desfaz-se na beira da aurora...
E esse naco de carne descansa sob sua lápide de gelo...
Todo seu cansaço...
Todas as dores...
Todos os prazeres...
E o cerne dessa história sustentado como uma cartilagem agarrada aos segredos do sagrado infinito...

6 comentários:

Claudia Santos disse...

'Como se a vida toda coubesse num pequeno embrulho de papel de seda'

Olá Valéria, adorei a docilidade e a suavidade das palavras.
Como sempre a me tocar a alma.
ÀS vezes é assim que eu penso, a vida tão compactada cabendo numa pequena caixinha,os sentimentos como cartilagens...
Belo demais.
Adoro sua escrita.
Um beijo meu com carinho e admiração...

Valéria Cruz disse...

Oi Cláudia!
Fico feliz que consigo te alcançar e que se identifique com a minha escrita. Mas é isso, tem vezes que nos lemos na escrita do outro, como se nossos passos ecoassem de mansinho...isso de certa forma, nos faz perceber que estamos sintonizados...
Bjão querida!
V.

Miguel Eduardo Gonçalves disse...

Olá Valéria, feliz por recebê-la na Central, e também por verificar seu blog em funcionamento. Sempre gostei daqui, pelo carinho que dedica à escrita!
Bjs.,
M-

Valéria Cruz disse...

Oi Miguel,
A Central é um lugar que nunca deixei de passear. Andei um pouco recolhida, mas agora estou de volta. Mais mansa, mais calma...vamos ver no que vai dar...
Agradeço a presença.
Bjãoo
V.

Joakim Antonio disse...

A carne vibra ao absorver a poesia, que transita livremente, por todas as esferas.

Um lindo dia e vida!

Valéria Cruz disse...

Oi Joaquim,
A poesia sempre será o combustível que mantem a carne fremitante com cheiro de liberdade...
Vida longa meu caro... felicidade é um desejo que só alcança, quem se atira sem medo no fundo do poço.
Bjão.
V.

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