4.2.14

PARADOXO



Dois dedos da cólera,
dois passos da saída para completar um álibi,
enquanto desenho  no meu reflexo sorrisos carnudos.
O vermelho mais vivo que eu,
espia as minhas intenções,
o decote ingênuo se aprofunda na carne procurando seu lugar.
A um que de festa nos pelos da nuca,
exibidamente perfumada e voraz,
sempre ansiando por segredos inconfessáveis.
Paradoxalmente,
estou em par,

saio na noite quente, derretendo junto com a imagem que fazem de mim.





(fase vermelha)
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