Dois dedos
da cólera,
dois passos
da saída para completar um álibi,
enquanto
desenho no meu reflexo sorrisos carnudos.
O vermelho mais
vivo que eu,
espia as
minhas intenções,
o decote ingênuo
se aprofunda na carne procurando seu lugar.
A um que de
festa nos pelos da nuca,
exibidamente
perfumada e voraz,
sempre ansiando
por segredos inconfessáveis.
Paradoxalmente,
estou em
par,
saio na
noite quente, derretendo junto com a imagem que fazem de mim.
(fase vermelha)
