Multiplico-me pelos caminhos entre passos lentos e corridas
frenéticas. Vôo alto. Avisto distancias tingidas, lembranças borradas e o
silêncio dos meus barulhos me confundem, me atormentam...me acalmam. Não há uma
ordem apropriada para que eu descanse por nem um dia. Não há uma recusa nem uma
aceitação e nem posso chamar isso de abismo...nem posso chamar isso de chão.
Ávida prova de tudo. Me nego, me surpreendo, desejo
mais e por vezes me esqueço de quem sou. Entrego-me como uma confissão, reverencio
o meu passado para que não se perpetue o que já não sou...
Mutantes confidências que almejam, quiçá amanhã, um
corpo para habitar...
