Guardei-me
inteira...
Nácar
em formação...
Intumescimento
precoce...
Néctar
das flores noturnas...
Despetalados
sentimentos na pele dos avessos...
No
salobre das águas tempestivas...
Naufrágio
de emoções em nacos díspares e transparentes...
Tão
cálido este silêncio que me resguarda!
Sinfonia
de oceanos desabitados...
Planeta movediço onde ninguém passeia...
Um
segundo...
E
desafio a lógica...
Meus
olhos se abrem como uma nesga...
Ainda
conservo o brilho superficial...
Vê-me
como imprevisto?
Então
não ouse tocar-me!
