Suspiro.
Fui jovem, fui santa, fui suave, rodamoinho e tantas outras coisas mais que
partiram de mim. Como um fecho do meu antigo colar de pérolas em forma de
coração; ou os olhos embaciados escondidos no silêncio dos mares.
Coisas
que algumas pessoas tentaram reparar, mas, se perderam por entre as demasiadas
metáforas protegidas, armadas até os dentes. Amor – tempo – vida-, e até o
esquecimento de todas as urnas em cima do armário. Como se fora uma falência dos
poros, agora, incapazes de disponibilizar espaços vazios sobre a pele.
Respiro...
O
ar das minhas lembranças...
