Desmancho
devagar a pele sob esse orvalho amanhecido...
Veias
congestionadas de uma metrópole que se implode a cada amanhecer...
Como
se a vida toda coubesse num pequeno embrulho de papel de seda...
E
a alma voasse nos céus como uma pipa desgovernada...
Uma
simplicidade de laços que se desfazem ao leve toque de recolher dos cometas que
singram o céu...
Onde
a linha tenue que aparta os homens dos deuses desfaz-se na beira da aurora...
E
esse naco de carne descansa sob sua lápide de gelo...
Todo
seu cansaço...
Todas
as dores...
Todos
os prazeres...
E
o cerne dessa história sustentado como uma cartilagem agarrada aos segredos do sagrado
infinito...
