Estanquei o sangue que vertia dos olhos...
Agora são duas nuvens salpicadas pelas estrelas de
marte...
Assoei o nariz e joguei fora o lenço...
A paz se instalou em mim, não mais precisarei de
bandeiras...
Deitei as armaduras, sacudi a lama no riacho...
Uma desculpa a mais para mergulhar meus pés na
água fresca...
Mudei o figurino, o corte de cabelo e o
sorriso...
Guardei as jóias na caixinha de sândalo...
Pendurei o vestido de verão no último cabide do
armário...
E junto com ele, todas as minhas esperanças de
que um dia, eu possa usá-los novamente contigo!
