Estava entre as flores e não conseguia fechar os olhos. Domava meus impulsos, queria deitar-me por entre os canteiros, ser da terra o humos que as alimenta. Efêmera beleza que nos transporta às portas abertas da eternidade, um manancial das cores de todas as estações.
Sim, eu quis mergulhar nesses campos e esquecer que a vida lá fora clamava ainda por mim. Quis essa eternidade efêmera do momento em que os botões desabrocham perenes de beleza e divindade. Era tanta força e suavidade que me encolhia a cada passo. Diminuta partícula de humanidade, indispensável. Entendi as abelhas, os pássaros, o vento, o sol o orvalho; quão necessário tocar e ser tocado por suas pétalas tenras e frágeis, pelos seus perfumes.
Sim eu quis esta eternidade, eu quis esta força, eu quis esta fragilidade desconhecida pela alquimia humana...
E assim pude perceber significado de vida e morte...
Tudo e todos...
Somos apenas um breve instante da criação!
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